quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Espirito de Palhaço (PoeticArte)



Inspirar e contar contando que tudo que é contado passa a contar o que o passar do tempo nos dá para aprender a entender o contratempo. A bola vermelha na ponta do meu nariz, os risos que desenham o meu rosto, não são os riscos que se transformam em maquiagem.
Piadas contadas e que se tornam engraçadas e que nos fazem dar risada. Rir ou persuadir perante a plateia que te aplaude, essa é a mesma plateia que lhe engole. Em goles e goles me embriago com a risada que fica guardada dentro de mim, pois o espirito do palhaço está guardado no meu eu interior que não tem fim.
Sou o palhaço embrulhado pra presente. Que é entregue em uma caixa com um grande laço. Que fica sem espaço para suas piadas, mas liberto em seus pensamentos.
O palhaço amordaçado,
Um palhaço amortizado pelo amor.
O palhaço amarrado,
Um palhaço, despreocupado.
A poesia do palhaço é a sua cara pintada, não com as cores da ironia que a sociedade insiste em pintar. E muito menos da forma irônica em protestar. O palhaço é o protesto que pinta, borda e propõe a todos, um sorriso. Mesmo que seja amarelo.
Sou o palhaço do campo chamado de espantalho, que espanta os pássaros e faz toda uma colheita, dar risada, eu sou o palhaço, sem riso, sem choro, só com entusiasmo.
Sou feito de piadas a serem contadas com todas as minhas palhaçadas.

sábado, 1 de outubro de 2016

Um dia encantado

Foto montagem: Gui Venturini

Nos mais belos campos eu pude correr e respirar a beleza do natural e assim receber a brisa fresca do verde a florescer. Olhei por todo o infinito e recebi flores que desabrochavam. Pela grama verde onde caminhei, tulipas se abriram para o universo e, o campo, se fez na perfeição divina.

Universal foi o desejo de caminhar e seguir o túnel de cerejeiras que fazia chover suas folhas e, assim, contornavam os meus passos no chão. O dia está lindo como sempre foi, as montanhas a minha volta continuam paradas, elas, continuarão no mesmo lugar. O vento vem soprando e contando histórias de tempos passados, histórias que só o vento pode contar.

Um calafate vestindo sua mascara canta ao som dos arautos que anunciam a minha chegada. As arpas estão sendo tocadas e a sinfonia dos violinistas compõe a musica daquele momento. O ritmo está á acontecer, está no entender da maestria do entendedor. Hoje as nuvens estão correndo e deixando seu rastro no céu azul prussiano. Os três sóis estão a observar o movimento que o tempo nos deu, o seu brilho, irradia e faz que os tons da natureza, sejam em cores e, o do vento, em sons.

Eu sou parte da natureza e ela parte mim e, assim, estamos partindo e dividindo o tudo que Deus nos deu para que a doação seja feita durante toda nossa caminhada pela vida. Do meu lado existem arvores encantadas que transformam suas folhas caídas em borboletas a voar. Vejo borboletas a decorar o jardim de Odin, elas estão dançando e sorrindo. As borboletas estão a bater asas e seguindo para a imensidão do mundo unilateral.

Elas transformarão unidade em diversidade e levarão a beleza para os olhos que se fecham para a vida e, se abrem para o lindo mar de ilusão. As ondas virão e irão lhe abraçar para acalentar o seu intimo, mas irão voltar para naufragar os desejos escondidos.

Na areia beira-mar eu estou desenhando, aguardando que os sóis se ponham um de cada vez, mas eu irei esperar a lua chegar, pois só ela tem algo a me falar.

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