quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Noel (Fartura e Faltura)


Hoje é o dia mais esperado pelas crianças e por todas as famílias, sejam elas cristãs ou não, a simbologia desta data nos influenciam, seja lá qual é a nossa religião.

Uma legião de adoradores se comportaram ou não para receberem o seu presente, esperaram para que este dia chegasse para que o tão desejado pedido fosse atendido pelo bom velhinho que não envelhece e se faz presente todos os anos.

Esta data que comemora o nascimento de Jesus nos faz ficar solidários e distribuir presentes e amor a todos que estão a nossa volta, mas o amor deve estar presente em todas as datas que vivemos e dividimos com os que amamos e, não só na data que o menino tão falado faz aniversário.

O Natal representa fartura e ao mesmo tempo desperdício, acabando sendo visto como faltura, enquanto podemos nos deliciar de tudo que nos foi dado, na mesa de muitos, está faltando, não nos atentamos em dividir o que temos em abundância com aqueles que não tem nem o que comer.

Infelizmente essa é a realidade que vivemos, poucos com muito...e muitos com pouco, hoje apenas divido com vocês o meu agradecimento de ter mais do que preciso, pois a fartura que existe em nossas mesas é a faltura que está presente na mesa de nossos irmãos.

Hoje apenas peço que a igualdade seja plena, para que todos nós possamos amar e dividir o que temos sobrando. Que sobre sempre para que todos possam provar e que a igualdade seja real em todos os lares e famílias que aqui dividem a nossa existência.

Obrigado por tudo que tenho, pela minha família que amo e pelos seres humanos que comigo dividem não só o amor, mas a qualidade divina de dividir e viver.

Texto de Gui Venturini

sábado, 13 de dezembro de 2014

Chuva

Foto: Gui Venturini

Quando os pingos caem do céu, a terra molha a secura de cada um de nós, as lágrimas pingadas de uma nuvem carregada, escorrem a água que por dias ficaram guardadas.

O choro das nuvens é a alegria da vegetação entristecida, é o desfile das águas do riacho que por dias ficaram esperando as suas águas novamente aparecer. As lágrimas do céu é a continuação da vida a viver, é o recomeço do riacho a encher, é a mistura da tristeza e da alegria novamente acontecer.

A chuva é o alimento que a natureza necessita pra viver, é o que nós humanos, precisamos para estabelecer o nosso crescer. Chuva é água que da continuidade para que vida continue a existir. Quando a doce falta, a salgada, não para de fluir, água e dúvida que inunda o nosso pensar.

Esperamos novamente ela chegar para que novamente pingos venham nos molhar.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Dias esquecidos, dias que são lembrados.*

Foto: Gui Venturini

Os dias que vivemos são os dias que esquecemos e lembramos nestes mesmos dias que vivemos e seguimos. Os dias passam e, nós, passamos a esquecer e lembrar dos dias que temos para pensar.

Pensamos e lembramos, lembramos, mas esquecemos, pois tudo que é lembrança se torna esquecimento nos dias que não paramos para pensar.

Pensar e esquecer estão juntos ao nosso viver, pois as lembranças estão a caminhar pelos mesmos caminhos que iremos seguir e, em cada um destes caminhos, irão aparecer lembranças que queremos lembrar e também esquecer.

Eu amo lembrar, pois só a lembrança me faz seguir para que o esquecer continue a não aparecer. Todas a lembranças dos dias que vivo continuam sendo lembradas e também esquecidas para que amanhã eu posso novamente pensar e viver tudo que vivo e que ainda será vivido.

Por isso, os dias podem ser esquecidos, mas também lembrados.

*o tema deste texto foi uma frase dita pelo amigo e irmão Claudio Munno que me inspirou a escrever estas linhas. Obrigado meu irmão pelas palavras.

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