sexta-feira, 16 de maio de 2014

Minhas mãos


As minhas mãos podem apalpar o impalpável, pode tocar o intocável, mas acima de tudo pode sentir o toque do não sentir. Mesmo que não toque posso sentir o sentimento de não acariciar, mas sinto o sentido do não acalentar.

As mãos podem alcançar a distância, mas não pode chegar até a rejeição, mesmo que o querer possa dizer não, as mãos, persistem a querer tocar.

O toque é o sentir da distância que se torna a cada dia mais distante, mas persiste em querer encontrar. O encontro das mãos é o abraço a acontecer, é o encontro de um ser a conhecer um novo ser.

Seremos cúmplices do conhecer, do aprender e do sentimento a aparecer. Aparecemos, pois o tocar é algo a acariciar, é o toque a mostrar o sentir, é o desejo a contemplar.

As mãos estão a procura do que já foi encontrado, é a espera do desejável.

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