quinta-feira, 17 de abril de 2014

Quando o vento espalha minhas palavras


Todas as palavras que guardei foram levadas pelo vento, quanto mais tentei guardá-las mais elas foram espalhadas, tentei esconde-las, mas o vento se fez forte e as levou. Levou para o infinito, levou para o longínquo mundo sem fim.

O vento é algo a sentir, não posso ver e muito menos conter, apenas posso seguir o seu destino, para onde quer que ele leve minhas palavras, espero que chegue até você e, que estas palavras, possam tocar e acariciar todos os sentimentos contidos em seu eu interior.

Me joguei ao vento para encontrar as palavras perdidas no meu universo astral, em cada uma delas que encontrei não eram as mesmas que tinham saído de mim. A dispersão de pensamentos, fizeram que elas mudassem, que transformassem versos em poesias e histórias em realidade.

O vento juntou as minhas palavras e as transformou em rimas, transformou um pensar singular em plural, transformou todo sentido contido e fez que o amor fluísse pelos quatro cantos redondos do nosso mundo.

Sinto as palavras me tocar, sinto o vento organizar todo o sentido das palavras esquecidas, jogadas e adormecidas. É hora de acordar e declamar ao vento todo o meu amar, se apropriar do meu lugar e lutar todos os dias a procura do encantar.

Ouço o vento declamar, vejo sua fúria por não ser ouvido, mas a sua presença será eterna em meu caminhar.

Vento, ventania, minha sina, meu guardar.


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