sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Luz da lua e raio de luar

Foto e Montagem; Gui Venturini

Silenciosa é á noite onde aparecem seus raios, sua luz, as noites que passei no escuro foram iluminadas por você, você que transcende e acende o amor luzente. O iluminar da noite que se faz calada, que apenas ouço o zumbido dos grilos e cigarras, que aparecem para tocar a sinfonia silenciosa de mais uma noite lua-mar.

Desenhada sobre o lençol d´água, vejo um caminho a se fazer mar adentro, sigo o caminho e vejo que para o longínquo fundo do mar o caminho me faz guiar. As ondas em pedaços se juntam para um abraço, para o quebrar no fim e o recomeçar na praia-mar.

Iemanjá, mãe dos peixes e rainha do mar, Poséidon, o rei dos mares, o Deus e a Orixá, que das águas criam o mar, criam o amar.

O mar da imensidão, o amar da nova paixão, mares e amares, continua na indecisão, da grandiosidade do começar e não enxergar o findar. A noite enluarada emana luz e raios a acalentar, faz clarear, iluminar o vosso ninar.

Lua e mar, luz e luar, raio e amar, das águas, eu quero provar.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Questão de Tempo

Cena do Filme

O tempo é algo que sempre foi um dos temas prediletos pra eu escrever, os meus textos estão sempre refletindo sobre o tempo, pois o tempo é algo necessário não só para escrever, como também, para refletir, pensar e esperar.

Questão de Tempo (About Time) é o nome do novo filme em cartaz nos cinemas, não sou um critico de cinema e nem é essa a minha intenção, criticar, mas sim, falar da beleza do tema e principalmente da trilha sonora, pois foi um casamento perfeito, entre história e a trilha sonora escolhida.

Pela sinopse você não acredita na beleza e sensibilidade de falar do amor, um viajante no tempo, que não pode mudar a história, mas pode conduzir a sua história para estar com a mulher amada, lindo, emocionante e apaixonante.

Em tempos de filmes de zumbis, guerras, combates e muita ficção cientifica, encontramos o toque delicado de falar do amor, de falar da realidade e da ficção, de tocar o coração e mostrar o quão é importante o significado do amor e, da família, a importância de construir a felicidade entre os casais e os filhos. Vivemos uma realidade totalmente diferenciada nos dias de hoje, pois as famílias estão se acabando, os casais, não são mais casais, hoje o individualismo está presente no dia-a-dia de todos nós e, isso, está nos contagiando.

Selecionei uma das musicas tema do filme (todas são lindas) para encerrar o texto e falar mais uma vez de amor e fazer que este sentimento flua e continue contagiando todos que sabem esperar o tempo, pois tudo na vida é uma Questão de Tempo e, eu, recomendo o filme.

Para os Meus Braços (Into my Arms)

"Mas acredito no amor,
E sei que você também.
E eu creio em algum tipo de caminho
Que nós podemos caminhar, você e eu.
Então, mantenha suas velas acesas,
E faça da jornada dela pura e brilhante,
Que ela irá sempre retornar
Sempre e sempre mais."

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Sonho (Camponesa, céu e mar)

Foto: Gui Venturini

Mais um dia inicia e sinto a cama vazia, procuro você e vejo que não está mais, levanto e a procuro pela casa e vejo que você não está, corro até o quarto das crianças e percebo que não existe quarto algum, começo a procurar o que nunca tive, procuro a família que imaginei e sonhei, mas não concretizei.

O sol começa a nascer entre nuvens nebulosas, o sol já não é mais o mesmo, o dia se torna sombrio, triste e sem o brilho que você trazia. O verde do gramado amarelou, as flores que decoravam a casa estavam todas secas e tudo me faz acreditar que tudo foi uma criação da minha cabeça, um sonho que vivi intensamente como a minha realidade, mas se tornou irreal.

Sentei na varanda e comecei a lembrar de todos os momentos passados ao seu lado, lembrei de você sentada no degrau da escada, penteando seus lindos cabelos longos e, comecei a questionar as minhas duvidas sobre a realidade e o surreal, meu coração me dizia que não era sonho, meu coração batia em um ritmo acelerado, o sentimento guardado me dizia que não era sonho e eu a lhe procurar novamente, não a encontrei, apenas visualizei a sua imagem que está tatuada em minha mente e todo o sentimento guardado em meu coração.

Quero novamente dormir para poder sonhar com você e com as crianças e, quem sabe, um dia tornar o sonho uma realidade, pois o sonho só se torna real quando é sonhado junto, quando separado, melhor é continuar dormindo. Espera aí, ouço o riso das crianças, volto até a varanda e vejo os meus pequenos correndo pelo campo, eles estão sorrindo e brincando, estão correndo em minha direção, eu agacho e recebo dois abraços, eles são reais, a vida que vivi é real, mas ainda falta você e as meninas, quem sabe, um dia volte a fazer do sonho uma realidade, eu espero ou passo á superar os dias que virão.

Irei me deitar novamente, quem sabe eu sonhe e viva este sonho novamente, pois por hoje não quero mais acordar e nem imaginar que tudo foi um sonho, mas as crianças estão aqui, e isso, me faz muito feliz.

Namastê...

Fim


Essa é ultima parte do conto Camponesa, céu e mar; para conhecer o conto todo segue o link abaixo por ordem contextual;


O texto atual é o final deste conto.

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