quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Noel (Fartura e Faltura)


Hoje é o dia mais esperado pelas crianças e por todas as famílias, sejam elas cristãs ou não, a simbologia desta data nos influenciam, seja lá qual é a nossa religião.

Uma legião de adoradores se comportaram ou não para receberem o seu presente, esperaram para que este dia chegasse para que o tão desejado pedido fosse atendido pelo bom velhinho que não envelhece e se faz presente todos os anos.

Esta data que comemora o nascimento de Jesus nos faz ficar solidários e distribuir presentes e amor a todos que estão a nossa volta, mas o amor deve estar presente em todas as datas que vivemos e dividimos com os que amamos e, não só na data que o menino tão falado faz aniversário.

O Natal representa fartura e ao mesmo tempo desperdício, acabando sendo visto como faltura, enquanto podemos nos deliciar de tudo que nos foi dado, na mesa de muitos, está faltando, não nos atentamos em dividir o que temos em abundância com aqueles que não tem nem o que comer.

Infelizmente essa é a realidade que vivemos, poucos com muito...e muitos com pouco, hoje apenas divido com vocês o meu agradecimento de ter mais do que preciso, pois a fartura que existe em nossas mesas é a faltura que está presente na mesa de nossos irmãos.

Hoje apenas peço que a igualdade seja plena, para que todos nós possamos amar e dividir o que temos sobrando. Que sobre sempre para que todos possam provar e que a igualdade seja real em todos os lares e famílias que aqui dividem a nossa existência.

Obrigado por tudo que tenho, pela minha família que amo e pelos seres humanos que comigo dividem não só o amor, mas a qualidade divina de dividir e viver.

Texto de Gui Venturini

sábado, 13 de dezembro de 2014

Chuva

Foto: Gui Venturini

Quando os pingos caem do céu, a terra molha a secura de cada um de nós, as lágrimas pingadas de uma nuvem carregada, escorrem a água que por dias ficaram guardadas.

O choro das nuvens é a alegria da vegetação entristecida, é o desfile das águas do riacho que por dias ficaram esperando as suas águas novamente aparecer. As lágrimas do céu é a continuação da vida a viver, é o recomeço do riacho a encher, é a mistura da tristeza e da alegria novamente acontecer.

A chuva é o alimento que a natureza necessita pra viver, é o que nós humanos, precisamos para estabelecer o nosso crescer. Chuva é água que da continuidade para que vida continue a existir. Quando a doce falta, a salgada, não para de fluir, água e dúvida que inunda o nosso pensar.

Esperamos novamente ela chegar para que novamente pingos venham nos molhar.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Dias esquecidos, dias que são lembrados.*

Foto: Gui Venturini

Os dias que vivemos são os dias que esquecemos e lembramos nestes mesmos dias que vivemos e seguimos. Os dias passam e, nós, passamos a esquecer e lembrar dos dias que temos para pensar.

Pensamos e lembramos, lembramos, mas esquecemos, pois tudo que é lembrança se torna esquecimento nos dias que não paramos para pensar.

Pensar e esquecer estão juntos ao nosso viver, pois as lembranças estão a caminhar pelos mesmos caminhos que iremos seguir e, em cada um destes caminhos, irão aparecer lembranças que queremos lembrar e também esquecer.

Eu amo lembrar, pois só a lembrança me faz seguir para que o esquecer continue a não aparecer. Todas a lembranças dos dias que vivo continuam sendo lembradas e também esquecidas para que amanhã eu posso novamente pensar e viver tudo que vivo e que ainda será vivido.

Por isso, os dias podem ser esquecidos, mas também lembrados.

*o tema deste texto foi uma frase dita pelo amigo e irmão Claudio Munno que me inspirou a escrever estas linhas. Obrigado meu irmão pelas palavras.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Nuvens


Foto: Gui Venturini

As nuvens desenham o infinito do céu azul, transformam o anil em branco algodão, cria formas abstratas em um linear céu sem fim.

O grande céu deu espaço as nuvens, que nascem para pintar a grande tela, que é pintada pelo tempo em todos os momentos e em todas as formas. O grande artista todo dia trás uma nova obra com formas e belezas diferentes, mas todo dia trás uma nova forma de pensar.

As nuvens estão soltas pelo ar, não é uma arte estática, mas sim, em movimento, não está aprisionada em uma tela ou em uma moldura, está liberta em um céu azul, cinzento ou escuro, as nuvens, estão na arte natural do tempo.

A beleza da sua arte é perfeita que até choram com os desenhos que o tempo esculpe, nuvens são a sensibilidade do artista a criar, nuvens, são desenhos a inspirar. A sua arte e movimento trazem o sol e, a noite, para embelezar, faz a transformação á todo momento.

A arte de um artista e a liberdade de expressar, como a liberdade do tempo é criar a cada dia um novo desenho no céu do nosso existir.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Exercícios de briefing - Vendendo o Amor

Este texto surgiu na aula do meu MBA onde o briefing era vender o amor e assim saiu este texto;

Existe algo que não é palpável e muito menos está numa prateleira ou em uma vitrine, este algo que falo não podemos tocar ou comprar. Não é um produto a ser vendido e muito menos para ser consumido. Ele é um sentimento capaz de tocar você e fazer que todos nós o consuma de uma forma alopatica e não homeopática.

Não é uma droga alucinante, mas alucina quem prova dela, não é uma jóia cara, mas se torna rara para a quem o sente e recebe, não podemos vendê-lo, apenas podemos oferecer de uma forma saudável onde exista troca, respeito e entendimento.

Estamos falando de amor e o amor não é um produto, é apenas o sentimento que nos faz querer e entender tudo o que podemos ter.

Ofereço esse vídeo e essa canção de Alexandre Nero que está ReVendo o Amor.



terça-feira, 21 de outubro de 2014

Orvalho


Foto: Gui Venturini


Quando acordei na manhã fria de um dia ensolarado, conheci o orvalho deixado pela noite que fez a Lua chorar.

As lágrimas deixadas nas folhas e na grama, são lágrimas que molharam a natureza que estava seca a espera da chuva que não apareceu.

A Lua entristecida mais uma vez se escondeu para ver o seu amor nascer, o Sol todo iluminado secou as lágrimas da sua amada sem saber que o gotejar de cada folha era as lágrimas do seu desejar.

O Sol aqueceu o dia e aqueceu o esfriar do vento a soprar, as nuvens esconderam a luz do Sol para que a sombra protegesse o bater das asas dos pássaros a cantar.

O dia correu ligeiro para que a Lua voltasse e trouxesse novamente as gotas do seu amor, pois o Sol mais uma vez se fez poente. O dia se foi e noite chegou iluminada pela Lua crescente e pelas as estrelas luzentes. Tudo se calou e o zumbido dos grilos fez que a noite não se calasse, o silêncio da noite se tornou sinfonia e fez que a noite não se tornasse triste e escura.

A madrugada chegou e o orvalho apareceu nas folhas que estavam apreciando a beleza da Lua a brilhar, o Sol está voltando para secar as lágrimas que sua amada deixou.

Lua e Sol vão e vem, só o amor que não os deixam viver na solidão. A Lua tem a presença das estrelas e o Sol a presença das nuvens. Mesmo se amando respeitam o encontrar no próximo eclipse, que acontece em alguns minutos e acaba para um novo encontro acontecer.

Lua e Sol amor pra sempre.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Lendas

Foto: Fabrício Fernando

Todas as lendas que ouvi um dia de noite se tornaram reais no meu viver, por onde caminhei encontrei sendas a seguir e, por onde passei, eu presenciei histórias a acontecer. As fendas e obstáculos que surgiram pelo caminho foram os mesmos que ouvi um dia sendo contados no meu adormecer.

Tudo que ouvi no contar e no virar das páginas de um livro no meu crescer, são os mesmos contos que vejo amadurecer na mente verde e adubada pelas pegadas que deixei pelo caminho que um dia eu tracei.

O uivar do vento tenta me contar o que não consigo entender e as lenhas que colhi pelo caminho se tornaram brasa a me acalentar, se tornaram histórias a se apagar.

O fogo irá esquentar meus pensamentos, mas nunca me dirá a verdade que procuro ao deitar, as fagulhas se perderão pelo ar e irão encontrar outro lugar para ficar, elas se encontrarão todas pelo ar que as levarão para o céu do meu pensar.

As estrelas serão testemunhas da queimadura das lágrimas do meu chorar, irei adormecer para sonhar com as lendas que um dia não consegui viver, mas guardarei todas elas para um dia pode contar.

Poderei ser num dia ensolarado ou em uma noite iluminada, conto ou contado, poderei, ser lenda ou um ser lendário.

domingo, 31 de agosto de 2014

Partes que se partem


Quando tudo parece junto existe o momento que se parte, parte pela partida, parte pelas partes que um dia se uniram e hoje se partiram. O que era certo se torna incerto e o que era perto se distância naturalmente.

A partida deixa para trás o que estava tão próximo e a distância se torna a dificuldade de se aproximar e, tudo fica no imaginário e na lembrança do que um dia aconteceu já não acontece mais.

O mundo se tornou trágico e tudo que era mágico se tornou fantasia na realidade iludida de palavras e desejos contidos. Hoje será mais um dia que a distância nos fez seguir e o que vivemos ficará guardado na memória fresca dos dias a viver.

Todas as partes estão perdidas para um dia novamente ser juntadas, como um quebra cabeças elas se tornam peças a serem montadas, para que um dia o amor possa ter um significado a partilhar.

Partiremos para algum lugar e mesmo que seja para qualquer parte iremos encontrar um novo lugar para ficar e se reencontrar com as partes que se perderam.

As partes que se partiram, irão partir para novamente encontrar as partes que chegaram para participar da despedida e da chegada de cada parte que nos tocaram.

O que faz parte de mim será meu, mesmo sabendo que partes de mim ficaram com você. E partes de você ficarão comigo para juntos compartilhar todas as partes que nos uniu e nos juntou.

As partes que se partem são as mesmas partes que se juntam.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Andanças


Eu andei por muitos caminhos e todos eles me levaram para o mesmo lugar, conheci lugares e paisagens que me apaixonei, gravei cada momento em meu pensamento e continuei andando.

A cada passo dado por mim era uma página escrita e outra virada, escrevi a minha vida nas andanças que fiz. Sou um andante em conhecer o que vivo, aprendo a cada passo que sigo e continuo a caminhar.

Hoje estou cansado e meus passos estão mais lentos, mas continuo a tentar entender o destino que a vida me faz seguir, já passei por muitos lugares e em todos eles deixei saudade.

Sou vida e lenda, sou passo e caminhada, sou apenas um ser a ser humano, na animalidade da vida que nos faz andar ou correr.

Minhas andanças me fizeram aprender que correr só me fará cansar e, por isso, continuo andando para alcançar os passos que deixei para trás. Quanto mais eu ando, mais longe deixo meus passos, tento andar para novamente encontrar os passos que deixei como marca na distância que deixei no infinito do meu esquecer.

Esqueço para não lembrar das marcas que ficaram marcadas no chão molhado que cravou minhas pegadas, esse chão que me deu a chance de caminhar, me deu a chance de deixar as minhas marcas, marcas que ficarão para a imensidão do viver.

Eternizei o meu existir no chão que minhas andanças me fez crescer e também aprender, pois somos apenas pegadas a deixar marcas no acontecer.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Folhas a voar

Foto: Gui Venturini

O vento levou as folhas que estavam caídas no colo quente da terra ardente que cultivava em seu ventre as raízes de uma árvore que deixou de ser dona das mesmas folhas que voaram. As folhas se libertaram dos galhos que as seguravam e aprisionavam em um único lugar, as folhas ganharam a liberdade e passaram a conhecer todos os lugares onde o vento as levou.

As folhas que estavam juntas passaram a se afastar uma da outra, o vento que vinha do sul, encontrou com o vento do norte, que distribuiu folhas para todos os lados e as folhas foram se perdendo.

O que era unido passou a conhecer o seu mundo sozinho, o vento as deu a liberdade, mas o tempo a sua diversidade. As folhas deixaram de se encontrar e, cada uma, encontrou um lugar, lugar esse que as levou para longe e as deixou solitárias e, cada uma delas, conheceu a solidão e passaram a secar.

As folhas novamente adubara a terra que um dia aqueceu o ventre da árvore que as criaram, mas desta vez, em outro lugar, longe da vida que foi criada.

Voltar não poderá, apenas irá adubar para novamente ver folhas a voar.


quinta-feira, 10 de julho de 2014

O sentido de amar

Foto e Arte Digital: Gui Venturini

Pode ser guardado, pode ser explícito, pode ser da forma que você quiser, só não pode ser para sofrer.

O amor é um sentimento único que divide a razão do coração, que se faz unânime na forma de gostar. Eu gosto de ser amado, como amo, amar também, o amor, é algo que está imbuído em todos nós, mas todos nós protelamos a entender e oferecer.

Entender o amor é a mesma coisa de querer entender a criação, não existe uma explicação, apenas o sentir de uma imensidão de sentimentos e desejos. O amor é inexplicável, é algo a sentir e compartilhar, dividir e querer, não é medo, é apenas o desejo de ser feliz.

Sejamos felizes amando todos a nossa volta, não possamos ser egoístas, precisamos ser multiplicadores do amar, pois a essência do amar esta no DNA de todos nós.

O meu amar está em cada palavra descrita aqui, está no meu jeito de ser, está na minha forma de viver. Por isso, eu amo, amo tudo que está ao meu redor.

Ninguém precisa sofrer por amor, pois o amor é algo a oferecer e não o querer a receber, queremos ser amados? Sim, queremos, mas precisamos entender que o que é oferecido, não pode ser cobrado.

Ame pelo desejo único de amar e, não pela duplicidade de receber algo em troca, experimente e sinta o amor tomar conta de todo o seu ser.

Eu experimentei...


terça-feira, 1 de julho de 2014

O rock nacional revigorado

Foto:  Alex Carvalho/Globo

Há algum tempo deixei de assistir programas da Tv aberta, pois não vejo apelo algum em aproveitamento e em ensinamento, mas há alguns dias conheci o Super Star, reality de bandas exibido pela Rede Globo, neste caso, posso dizer que viva o Super Star, pois a qualidade musical é imensurável, mas o que me faz escrever é a Banda Malta, banda esta que está revigorando não só o rock, mas os roqueiros, amantes da musica e principalmente do rock nacional que ultimamente deixou muito a desejar. Antes todos os desordeiros, vagabundos e desocupados fossem como a Malta, significado do nome Malta e não o pensamento sobre a banda.

Banda Malta, identificação não apenas com a canção, mas sim, de alma e coração, foi paixão em ouvir; letra, música e melodia, foi amor na sonoridade de caminhar por vários lugares e se encontrar na unidade comum chamada música. Heavy Metal nacional, um dia, poderíamos dizer que seria impossível, mas hoje, podemos dizer que estamos nos reinventando na musica e, a Malta, passa ser esse divisor de águas.

Depois do Don Paulinho Lima que foi eliminado no The Voice Brasil, esperamos que não aconteça com a Malta, pois o que é bom vem pronto e, não é preciso reinventar.

Parabéns Malta, sucesso e, que nós roqueiros, possamos conhecer essa “Nova História” e saborear do bom e velho/novo rock n´ roll nacional no som, Malta de ser e, ouvir.


terça-feira, 17 de junho de 2014

Essa bola que gira


2014 marca o ano da nossa Copa do Mundo, marca momentos de inconformismo, mas já que aceitamos a realização, vamos realizar, recepcionar e festejar, não a Copa, pois a Copa e da FIFA, mas vamos festejar o evento que está sendo realizado em nosso país, porque quando recebemos alguém em nossa casa, procuramos receber muito bem ou não?

Não somos o país do futebol, pois quem mais enche os estádios são os alemães, depois ingleses, espanhóis e não nós os brasileiros, por isso, que não temos a obrigação de achar que temos que ser o melhores na bola, mas sim, precisamos lutar para que sejamos os melhores em educação, cultura e saúde.

Manifestação deve existir, vandalismo não, por isso, não vamos quebrar o que já está quebrado, vamos começar a concertar, pois a bola está em nossas mãos.

Abaixo segue um verso para sua interpretação e para marcar a nossa Copa.

Essa bola que gira
Gira o mundo, gira a vida.

Bola que circula,
E faz girar...

Girar tudo a nossa volta,
Bola que joga,

Joga o jogo e faz ganhar,
Perder, talvez...

Essa e a bola da vez...

Bola jogada,
Bola roubada...

Bola que é ganhada...

Nessa disputa, a bola,
É toda desejada...

Para um grande lance,
Para uma grande vitória...

O grito do gol,
Não é o levantar da taça...

É apenas o torcer...

Torce em um só grito...

Todos no mesmo hino...

Ouviram do Ipiranga...

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Minhas mãos


As minhas mãos podem apalpar o impalpável, pode tocar o intocável, mas acima de tudo pode sentir o toque do não sentir. Mesmo que não toque posso sentir o sentimento de não acariciar, mas sinto o sentido do não acalentar.

As mãos podem alcançar a distância, mas não pode chegar até a rejeição, mesmo que o querer possa dizer não, as mãos, persistem a querer tocar.

O toque é o sentir da distância que se torna a cada dia mais distante, mas persiste em querer encontrar. O encontro das mãos é o abraço a acontecer, é o encontro de um ser a conhecer um novo ser.

Seremos cúmplices do conhecer, do aprender e do sentimento a aparecer. Aparecemos, pois o tocar é algo a acariciar, é o toque a mostrar o sentir, é o desejo a contemplar.

As mãos estão a procura do que já foi encontrado, é a espera do desejável.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Quando o vento espalha minhas palavras


Todas as palavras que guardei foram levadas pelo vento, quanto mais tentei guardá-las mais elas foram espalhadas, tentei esconde-las, mas o vento se fez forte e as levou. Levou para o infinito, levou para o longínquo mundo sem fim.

O vento é algo a sentir, não posso ver e muito menos conter, apenas posso seguir o seu destino, para onde quer que ele leve minhas palavras, espero que chegue até você e, que estas palavras, possam tocar e acariciar todos os sentimentos contidos em seu eu interior.

Me joguei ao vento para encontrar as palavras perdidas no meu universo astral, em cada uma delas que encontrei não eram as mesmas que tinham saído de mim. A dispersão de pensamentos, fizeram que elas mudassem, que transformassem versos em poesias e histórias em realidade.

O vento juntou as minhas palavras e as transformou em rimas, transformou um pensar singular em plural, transformou todo sentido contido e fez que o amor fluísse pelos quatro cantos redondos do nosso mundo.

Sinto as palavras me tocar, sinto o vento organizar todo o sentido das palavras esquecidas, jogadas e adormecidas. É hora de acordar e declamar ao vento todo o meu amar, se apropriar do meu lugar e lutar todos os dias a procura do encantar.

Ouço o vento declamar, vejo sua fúria por não ser ouvido, mas a sua presença será eterna em meu caminhar.

Vento, ventania, minha sina, meu guardar.


quinta-feira, 27 de março de 2014

A escrita

Foto Montagem: Gui Venturini

A minha escrita escreveu escrituras descritas nas criaturas que criei como criados que cravaram movimentos caligráficos que formaram desenhos que descreveram meus movimentos.

Criaram em mim um criadouro de pensamentos, pensamentos esses que contradiz o que dizem sobre pensar. Pensar esse que muitos querem contradizer, mas o entender, você não quer dizer, pois entender e para aqueles que querem saber.

A minha escrita é descrita em parábolas, em parênteses que são interpretados pelos que entendem, e não, pelos que querem entender.

Por mais que procuramos saber nunca entenderemos o ser, seremos serenos, mas não entendedores, seremos apenas aprendizes tentando entender.

Não entendo e nunca irei entender, assim sou eu, assim é você.

quinta-feira, 20 de março de 2014

O amanhã de hoje

Foto: Gui Venturini

Hoje estou aqui mais um dia a pensar no que amanhã eu posso fazer, pois a cada dia pensamos em fazer o mesmo que amanhã possamos fazer com a perfeição do hoje. 

Amanhã será hoje esperando um novo amanhã que se tornará hoje e assim os amanhãs vão chegando e os hojes também, vivemos entre hoje e amanhã dos dias a passar.

Os dias são os mesmos como as noites também, o passar do tempo nos faz aperfeiçoar o pensar de cada um de nós e nos leva mais uma vez até o amanhã que será hoje no tempo vivido por mim e por você.

Hoje será mais um dia que passo a esperar o amanhã chegar, pois todos os dias serão hoje e os amanhãs também, entre hoje e amanhã a vida passa e, eu, a esperar o amanhã que se torna mais uma vez o hoje.

Amanhã será um novo dia e tudo será como ontem no hoje de todos os dias.

Hoje mais uma vez estou aqui esperando o amanhã chegar.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Luz da lua e raio de luar

Foto e Montagem; Gui Venturini

Silenciosa é á noite onde aparecem seus raios, sua luz, as noites que passei no escuro foram iluminadas por você, você que transcende e acende o amor luzente. O iluminar da noite que se faz calada, que apenas ouço o zumbido dos grilos e cigarras, que aparecem para tocar a sinfonia silenciosa de mais uma noite lua-mar.

Desenhada sobre o lençol d´água, vejo um caminho a se fazer mar adentro, sigo o caminho e vejo que para o longínquo fundo do mar o caminho me faz guiar. As ondas em pedaços se juntam para um abraço, para o quebrar no fim e o recomeçar na praia-mar.

Iemanjá, mãe dos peixes e rainha do mar, Poséidon, o rei dos mares, o Deus e a Orixá, que das águas criam o mar, criam o amar.

O mar da imensidão, o amar da nova paixão, mares e amares, continua na indecisão, da grandiosidade do começar e não enxergar o findar. A noite enluarada emana luz e raios a acalentar, faz clarear, iluminar o vosso ninar.

Lua e mar, luz e luar, raio e amar, das águas, eu quero provar.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Questão de Tempo

Cena do Filme

O tempo é algo que sempre foi um dos temas prediletos pra eu escrever, os meus textos estão sempre refletindo sobre o tempo, pois o tempo é algo necessário não só para escrever, como também, para refletir, pensar e esperar.

Questão de Tempo (About Time) é o nome do novo filme em cartaz nos cinemas, não sou um critico de cinema e nem é essa a minha intenção, criticar, mas sim, falar da beleza do tema e principalmente da trilha sonora, pois foi um casamento perfeito, entre história e a trilha sonora escolhida.

Pela sinopse você não acredita na beleza e sensibilidade de falar do amor, um viajante no tempo, que não pode mudar a história, mas pode conduzir a sua história para estar com a mulher amada, lindo, emocionante e apaixonante.

Em tempos de filmes de zumbis, guerras, combates e muita ficção cientifica, encontramos o toque delicado de falar do amor, de falar da realidade e da ficção, de tocar o coração e mostrar o quão é importante o significado do amor e, da família, a importância de construir a felicidade entre os casais e os filhos. Vivemos uma realidade totalmente diferenciada nos dias de hoje, pois as famílias estão se acabando, os casais, não são mais casais, hoje o individualismo está presente no dia-a-dia de todos nós e, isso, está nos contagiando.

Selecionei uma das musicas tema do filme (todas são lindas) para encerrar o texto e falar mais uma vez de amor e fazer que este sentimento flua e continue contagiando todos que sabem esperar o tempo, pois tudo na vida é uma Questão de Tempo e, eu, recomendo o filme.

Para os Meus Braços (Into my Arms)

"Mas acredito no amor,
E sei que você também.
E eu creio em algum tipo de caminho
Que nós podemos caminhar, você e eu.
Então, mantenha suas velas acesas,
E faça da jornada dela pura e brilhante,
Que ela irá sempre retornar
Sempre e sempre mais."

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Sonho (Camponesa, céu e mar)

Foto: Gui Venturini

Mais um dia inicia e sinto a cama vazia, procuro você e vejo que não está mais, levanto e a procuro pela casa e vejo que você não está, corro até o quarto das crianças e percebo que não existe quarto algum, começo a procurar o que nunca tive, procuro a família que imaginei e sonhei, mas não concretizei.

O sol começa a nascer entre nuvens nebulosas, o sol já não é mais o mesmo, o dia se torna sombrio, triste e sem o brilho que você trazia. O verde do gramado amarelou, as flores que decoravam a casa estavam todas secas e tudo me faz acreditar que tudo foi uma criação da minha cabeça, um sonho que vivi intensamente como a minha realidade, mas se tornou irreal.

Sentei na varanda e comecei a lembrar de todos os momentos passados ao seu lado, lembrei de você sentada no degrau da escada, penteando seus lindos cabelos longos e, comecei a questionar as minhas duvidas sobre a realidade e o surreal, meu coração me dizia que não era sonho, meu coração batia em um ritmo acelerado, o sentimento guardado me dizia que não era sonho e eu a lhe procurar novamente, não a encontrei, apenas visualizei a sua imagem que está tatuada em minha mente e todo o sentimento guardado em meu coração.

Quero novamente dormir para poder sonhar com você e com as crianças e, quem sabe, um dia tornar o sonho uma realidade, pois o sonho só se torna real quando é sonhado junto, quando separado, melhor é continuar dormindo. Espera aí, ouço o riso das crianças, volto até a varanda e vejo os meus pequenos correndo pelo campo, eles estão sorrindo e brincando, estão correndo em minha direção, eu agacho e recebo dois abraços, eles são reais, a vida que vivi é real, mas ainda falta você e as meninas, quem sabe, um dia volte a fazer do sonho uma realidade, eu espero ou passo á superar os dias que virão.

Irei me deitar novamente, quem sabe eu sonhe e viva este sonho novamente, pois por hoje não quero mais acordar e nem imaginar que tudo foi um sonho, mas as crianças estão aqui, e isso, me faz muito feliz.

Namastê...

Fim


Essa é ultima parte do conto Camponesa, céu e mar; para conhecer o conto todo segue o link abaixo por ordem contextual;


O texto atual é o final deste conto.

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