sexta-feira, 31 de maio de 2013

Linda como a cachoeira

Desaguar palavras nas águas de uma linda cachoeira e cobrir com um véu de gotículas os versos que reservei para cada frase que escrevo durante a vida. Estamos escrevendo "estórias" nos dias que passamos sentados a beira de um riacho de pensamentos, onde pedras são caminhos a ser seguidos em todo o trajeto da nossa vida ribeirinha.

O rio segue todos os dias o seu caminho, ele não se cansa de percorrer o mesmo trajeto todos os dias mesmo sabendo que não mais voltará a ver as lindas paisagens que ficam pelo caminho percorrido e assim segue seu destino.

Atrás das montanhas existe um arco-íris de cores e no fundo um lindo céu azul pixado com lindas nuvens brancas, o vento faz o movimento e as folhas verdes voam feito borboletas e descansam no ventre da terra que faz brotar mais uma vez uma semente que será regada pela água chorosa de uma lua cheia, incandescente de amor.

Os dias passam lento, o tempo muda a todo momento e as estações revesam-se para embelezar cada pedaço desse espaço chamado mundo, profundo de dúvidas e raso de entendimento. Assim navego pelo mar e o amar das ondas que se abraçam me faz lembrar das pequenas crianças a sorrir, do olhar a brilhar e dos sonhos a realizar.

Uma canção de ninar bate no mesmo ritmo do meu coração e me faz sorrir, por um momento tento segurar em minhas mãos a água, mas ela, escorre pelos meus dedos e tudo mais uma vez volta ao começo. Começar novamente após ao nascer do sol e descansar ao ascender de um novo luar.

Buongiorno...


sexta-feira, 24 de maio de 2013

O Carinho (A troca)

Cada gesto de carinho que podemos ter pode interceder na relação comum de cada um de nós, basta querer que esse carinho se manifeste. Carinho não se agradece, carinho se contribui, isso é uma troca que dever existir entre nós.

Um ato de carinho é algo transformador em um mundo de pessoas individualista, hoje, vivemos o mundo individual de cada um, a cada dia deixamos de nos perceber, estamos esquecendo que ao nosso lado existe alguém a espera de um carinho seu.

Tudo está frio e distante, tudo está inquietante pela falta do afago do contato que esperamos e por muitas vezes não deixamos que aproximem de nós, por medo, por receio? Não sei, o que sei, é que o carinho instinto pede para ser acariciado, pede para ser lembrado, pois o esquecimento faz que todos os atos sejam esquecido e tudo passa a ficar distante. Não distancie, aproxime-se e deixe que o meu carinho afague o seu.

A nossa troca é o resultado final do amor fluente no universo que transcenderá entre corpo e alma, entre o real e o surreal, entre o lúdico e o experimental, tudo acariciado, tudo mudado, tudo pronto para o extraordinário.

Assim acarinhado, assim desejado, assim seremos todos amados.

Versão linda de Stairway to Heaven (Led Zeppelin) por Cristina Braga e Duca Leindecker

quinta-feira, 9 de maio de 2013

O silêncio de nós

Viver os dias que virão me fará calar o silêncio, por hoje, me calei, e por muitas vezes irei me calar, pois a fala não descreve mais os significados de cada uma das palavras sonoras, que ouviria se eu tivesse declamado.

Se as palavras foram faladas, as mesmas, estão jogadas ao vento, elas irão viajar pelo tempo até chegar ao seu ouvido e dizer todas as frases que ditei no meu silêncio, irá falar a cada dia no calar da madrugada, o frio, irá bater na porta do guarda roupa a procura do cobertor que se guardou para não mais cobrir e nem mais aquecer ninguém.

Os dias irão passar, como relógio não irá parar, como eu, não deixarei a rosa rosadeira, rosar, o sol, não soltará o solado do sapato do soldador. Juntar, emendar os pedaços que vão se quebrando eu irei, montarei os cacos estilhaçados que brilham no olhar de cada um de nós e assim eu navego no apego dos pingos que sobraram na gota de cada orvalho.

O alho que estava ao lado do pilão não expressou, não amassou, não deixou que acabasse o sabor e o paladar de viver. Pela casa, as pegadas que foram deixadas e o cheiro do silêncio irá aromatizar o perfume e a fragrância do odor do calor, irá suar e escorrer pelo chão.

Sem olhar irei enxergar todas as pinturas, toda a arte que o amor possa expressar e, todo o silêncio que o artista possa interpretar para criar mais uma obra.

A tinta está fresca para pintar...eu pintarei.

Ouça - Nando Reis - Sem Arrefecer

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