sexta-feira, 22 de março de 2013

No Bater das Asas (Ave Temporal)


E mais uma vez a ave temporal bateu asas para o infinito, para o longínquo e indefinido lugar onde busca um esconderijo, um abrigo. Ao sair do seu plano astral ela bateu suas asas sem cansar, não parou para se alimentar e voou longe, voou para o alto sem olhar para baixo ou para trás. Assim a ave se foi, sem deixar marcas ela voou , bateu asas, ela se foi para não mais voltar.
O vento era seu único companheiro, quanto mais ela batia suas asas, mais ela sentia a presença do argumento, assim ela não parou para não estar sozinha, ela sentia o vento bater em suas penas e na invisibilidade do ar, ela se sentia acariciada.
Sua companhia era o nada e seus pensamentos que a guiava no sentido das palavras que não foram faladas, foram apenas pensadas. O céu estava manchado pelo ar escuro da solidão, que fez noite em pleno dia, as nuvens, feito espumas disfarçavam a tristeza do céu, fugia assim as estrelas e a luz se apagou.
A ave temporal sentia a dor e o cansaço, sentia o amor e o embaraço, parou, pousou no poleiro da melancolia, se fez ironia que contagia as asas da imaginação que constrói a nação e destrói uma ação que foi desatada por ficar plantada no mesmo vaso que deixou vazar a tinta vermelha que coloria o meu coração. Construção de uma ideia que dispersou feito fumaça ao bater das asas da ave temporal, que no fim do seu astral se fez duvida que argumentasse o pensar imaginário de um afagar acariciado pelas mãos do tempo.
Ai, meu pensamento...voou longe ao bater das asas da ave temporal, tudo se torna imaginação, solidão para que está acompanhado por si só, feito ave, feito nave, feito disfarce.
Tudo parece ser oco, ser desconectado, mas tudo está ligado com o pensamento elevado da ave temporal, que não aparece, mas está na prece de cada um de nós.
Assim ela bateu asas e não voltou para dizer o que viu e o que sobrou.

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