quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A casa (Camponesa)


Ouço o vento soprar suas palavras, ouço o cantar de um rouxinol a colorir o ambiente onde você caminha, em cada passo seu, vejo as flores florescer e formar o caminho intermitente onde irá pisar, onde tudo vira expoente ao sol incandescente de um entardecer onde você retorna para a casa.

Lá na nossa casa singela, feita de madeira, coberta de folhas de coqueiro e amarradas com cipó-carijó, onde as flores que você colheu decoram todo o ambiente. O exalar do perfume espalha-se pelos cômodos, que são tão poucos que se torna um imenso lugar conhecido como o reinado do amar. Tão simples, mas tão harmonioso, o nosso ninho, é o cantinho que reservamos para nós, não queremos o castelo, queremos um lar completo, assim, vejo você a cuidar de cada detalhe, colocar em cada canto um ramo das flores que colheu, vejo no seu olhar o brilho de estar na sua casa, no seu lar, onde a benção do senhor veio para abençoar, a bebida e a comida ali consumida.

As crianças correm pela casa, as meninas de cabelos longos com tranças nas pontas, elas são brancas feito leite, é a inocência, a delicadeza de olhar o mundo com o olhar dos anjos, vejo os meninos correndo pelo campo, vejo meus pequenos gigantes, café com leite, a observar o longínquo infinito e a cuidar das suas irmãs, os cavalos estão soltos, e vocês, a brincar, caramelo e ametista, são os cavalos amigos, vivem soltos, livres, sem as rédeas e muito menos selas, são livres e libertos como todos nós.

Você toca o sino na varanda, é hora de recolher as crianças e tomar um belo banho revigorante, no findar do dia, o sol no horizonte passa a se esconder por trás das montanhas e assim se despede, a lua, vem chegando e com ela o brilho de cada estrela a nos observar. O jantar está na mesa, à família também, olho ao redor e vejo a felicidade em cada um de nós e o brilho intenso da inocência de cada um de vocês, meus anjos, longe de tudo e bem próximo do todo, da unificação natural, céu, ar, água e terra, o que é real e verdadeiro não é inventado e sim dado pela nossa mãe natureza.

Na lareira o fogo que aquece não só o amor, mas a união do nosso lar, as crianças a nossa volta sentadas olhando para as labaredas que desenham não só as imagens, mas os sonhos a sonhar, contamos histórias, falamos de todos nós, nos abraçamos e nos beijamos, o nosso carinho é compartilhado, com nossos filhos, com nosso destino.

Meus anjos, bocejam, vejo nos olhos dos pequenos gigantes o descanso de mais um dia, vejo o sonho chegar e criar um novo mundo para eles e para mim, vejo todos a descansar para manhã nascer novamente e viver mais um dia ao lado da nossa família.

Eu e você, iremos nos deitar, para amanhã compartilhar com nossos anjos mais um dia de amar, boa noite... bom sonhar...

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Varlabena* (Pra Sempre)

Imagem do filme Hondo

Vale a pena?

Sim, vale a pena quando desejamos algo e fazemos por merecer. Pra valer a pena tem que ser pra sempre, pois se não for, não irá valer. Quando penso que pode ser para sempre, nem sempre é assim, por isso, sigo o caminho que a vida vem trilhando pra mim, se vou enfrente ou se eu me viro, tudo tem um sentido, seja horário ou anti-horário.

Valer a pena é a sonoridade da palavra título deste texto, mas que não tem o mesmo significado, mesmo que valer a pena possa significar pra sempre, pois trago em cada linha uma palavra que possa dizer algo que não seja pra sempre, mas que diga algo por agora e que seja pra sempre, eu insisto em tentar entender ou escrever algo que possa significar algo palpável, não pra mim, mas pra você.

Assim sigo os significados, tento olhar para todos os lados e enxergar as respostas, é através da sonoridade que elevo meus pensamentos, é através dos sinais que estão em todos os lugares que chego até as respostas que busco, algumas eu entendo, outras só me faz pensar ainda mais.

Por isso vou enfrente em busca do meu destino, destino esse que passo a construir da forma que planejei, mas que por muitas vezes me prega peças, mas eu continuo seguindo para o lugar que planejei, espero que você também, pois se você pensa que será pra sempre, terá que fazer isso valer a pena.

Varlabena!

* Varlabena; é uma palavra dita no filme Hondo (Caminhos Ásperos) de 1953 com John Wayne, onde ele diz para sua amada a palavra Varlabena, que significa Pra Sempre, os índios apaches após o casamento diz isso para suas mulheres. A palavra é de origem Apache, os apaches falavam a linguagem Atabascano.



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Tudo posso, quando quero, tudo tenho, quando peço


Ando pensando de como o amor é algo desafiador em nossas vidas, experimentar deste sentimento é algo que me ensina a cada dia. Sabe, por muitas vezes eu acreditei que poderia amar uma só vez, depois passei acreditar que teria mais uma chance e hoje vejo que amar é algo natural na nossa vida, o amor é intenso quando nos tornamos intensos.

Hoje vejo você correndo pelo campo, com flores nas mãos, são flores do campo, brancas, amarelas, vermelhas, elas formam um buquê, você está correndo livre pelas montanhas e dançando, feito bailarina, o vento espalha seus cabelos, eles estão soltos e desfilando pelo ar. Sinto o perfume, não sei se são das flores ou se é o perfume que exala de você. Minha linda menina, você vive guardada em meu coração, vive no pensamento, é história, é sonho, é meu mundo que construí como um conto de fadas na minha realidade.

Você se deitou no gramado para olhar o céu todo azulado e manchado com o branco algodão das nuvens, o céu está sorrindo pra você e o sol brilha de ver sua beleza, existem pássaros sobrevoando e o canto é para reverenciar sua chegada. A natureza se alegra com sua presença, você é parte dela e eu de você, vejo seu sorriso a me ver chegar, vejo seus braços se abrirem para me abraçar, e sinto sua boca a me beijar. Não falamos nada, apenas nos sentimos, nos tocamos e neste sonho, sentimos a realidade de estar junto mesmo na distancia de nossos dias.

O sol está se pondo e a lua a chegar, a luz, do luar, as estrelas a brilhar mais uma noite, as estrelas são os olhos do escurecer a olhar sua beleza, a lua é o lugar que guardamos para o nosso amar, lá no alto, no celestial brilho da prata lunar, lá é o nosso lugar, quando olhares para a lua, lembre-se que estarei lá no alto a te esperar. Posso estar longe, mas minhas palavras fazem eu me aproximar e estar junto a você, não é sonho, não é conto, é o amor a realizar, tudo posso, quando quero, tudo tenho, quando peço.

Hoje eu pedi para estar aí junto a você, e eu estou, quando sentares para tomar seu café, lembre-se, sou o sabor a diluir pela sua boca, quando saborear o alimento desejado, lembre-se que estarei em cada pedaço, quando sentir o vento, sou eu a te tocar, estarei em todos os lugares a te acompanhar, e quando fores dormir, serei o travesseiro para guardar seus sonhos, serei o colchão para lhe colocar no colo e serei o lençol para cobrir e abraçar você.

Talvez eu seja o que você não entenda, mas sempre serei o entendimento do seu amar.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Palavras

Foto: Gui Venturini

Quando minhas palavras chegarem até você pode ser que elas já não tenham a mesma força e poder de quando elas foram ditas. Essas palavras que significam significados são as mesmas palavras que demonstram carinho e sentimentos.

São palavras pensadas, guardadas, expostas que por muitas vezes não são ouvidas. Eu disse a você sobre as palavras, mas você nunca quis entender ou ouvi-las. Em cada uma destas palavras, eu, quis escrever, mas por muitas vezes minha caligrafia se desfez, minhas mãos já não escrevem mais como antes e minhas palavras faladas tem gosto de saudade.

Se todos os dias que passam podem ser escritos, porque deixo as páginas virarem, porque deixo que as palavras se percam no caminho, porque já não as leio mais? O livro escrito está na imaginação, está no amor e na compreensão de todos nós, só não consigo escrever, pois minhas mãos já não obedecem mais a minha mente, minhas mãos seguem a batida do meu coração e no ritmo do vai e vem a minha escrita me completa e descreve tudo entre mente e coração, entre razão e emoção.

As palavras estão soltas e a cada escrita me aprisiona, me coloca em cárcere, me tranca e me faz castigar, o meu pensar, meu amar e o meu desejar.

Se estas palavras fossem escritas da forma que escrevi no passado, se eu, soubesse escrever a mesmas linhas escritas no longínquo tempo a passar, o relógio que na sala contava os segundos, transformou, segundos em minutos, minutos em horas, horas em dias, dias em anos, anos em décadas e décadas em dias atuais.

Continuo vivendo o mesmo tempo passado em tempos atuais e, as palavras, elas continuam perdidas no tempo.

Palavras ao tempo,
Palavras e sentimento,
Palavras...

Um dia eu escrevo, um dia descrevo tudo o que as palavras um dia me contaram.

Hoje é segredo, amanhã, desejo.

sábado, 31 de agosto de 2013

O pássaro

Foto: Gui Venturini

No passar dos dias o pássaro esta lá parado no seu galho a espera de voar, o seu canto encanta o ouvidor no longínquo lugar onde habitar. A sonoridade espalha- se pelo ar e tudo se conecta entre céu, montanhas e luar.

Lá em seu descanso passo a observar, as flores, a terra e os animais, o seu piar contempla tempo e espaço, espera e entusiasmo. Tudo parece parado, mas as folhas, dançam no ritmo do vento a tocar.

Ele é mais um no meio de tantos outros que espera a hora certa do bater da asas, suas penas, suas asas e o seu bico são igual a todos os outros, nada muda, apenas o tamanho, a cor e a forma de cantar.

O cantador é apenas um pássaro livre a voar, mas ele, fica ali, preso a observar, observar as formas, o jeito e o pensar. Ele é mais um no meio de todos nós. É um ser na imensidão do viver, da luta e do amar.

Ele voou, bateu asas livre pelo ar, encontrou o céu, as nuvens e seu lugar, deixou pra trás o que viu, a arvore que serviu de abrigo, os amigos que ali passaram, que olharam e seguiram, que deixaram um canto como consolo, que serviram como antídoto do esperar.

Hoje ele é apenas um pássaro livre a cantar, engaiolado a espera da liberdade.




quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Camponesa, céu e mar.

Foto: Gui Venturini

Lá estava o castelo, uma fortaleza onde sentinelas tomavam conta em todas as pontas, onde cavalos e cavaleiros juntavam-se em um só, o pó era o nó que dava o laço na forca que esperava um pescoço para ser abraçado.

A porta estendia-se feito ponte, reis e rainhas, atravessavam e trafegavam seus sonhos e desejos, seus desafios e congestionamentos, suas duvidas e argumentos, seus sofrimentos.

Eu, não estou à procura da princesa, mas sim, em busca da camponesa, que corre livre pelo campo, que deixa o vento tocá-la e as flores abraçá-la. Eu quero a camponesa que corre atrás das borboletas e descansa seus sonhos na grama verde do campo brevemente extenso com pequenas pétalas brancas, botões amarelos e folhas verdes, elas, decoram todo o tapete aveludado de um caminho sem fim.

O vento no seu ventre parece borboletas emboladas feito flores a desfilar no ar e dançar a próxima valsa a tocar, os anjos exibem harpas, violinos e flautas em sinfonia com a orquestra mágica boreal que encantam pássaros e os vaga lumes, passam a piscar. A noite virá, as estrelas, a brilhar, a lua a iluminar a beleza das suas curvas em um vestido branco de seda e toda essa beleza, eu irei parar e observar.

A camponesa esconde sua beleza na lua cheia, seus cabelos ao vento pareciam nuvens sobrepostas, fios negros soltos, pareciam raios de um luar a enraizar desejos na terra molhada que a relva goteja o orvalho que parecem cristais flutuantes, jóias exuberantes criadas pela natureza artesã, percorrer por todo o imenso denso sonho e deságua sobre o mar límpido salgo do doce amar.

O sol vem chegando e a camponesa é acariciada com os primeiros raios, os olhos adormecidos abrem-se para um novo dia, para um novo olhar, para uma nova forma de observar o dia. O céu azul feito o fundo do mar, nuvens que desenham corais no navegar dos pássaros a cantar, o céu é o mar de ponta cabeça que em gota em gota enche rios e represas.

Águas virão desaguar uma cachoeira de ilusões, pelas pedras escorrerão poemas lodosos e versos amorosos que irão molhar toda a secura de um amar esquecido, esquecido dentro do troco de uma árvore, que abrigou o amor, deixou quente, protegido e pronto para ser digerido.

O amor espera a camponesa que por muitas vezes não passeou mais pela floresta, deixou naquela fresta o sentimento guardado, o amor despedaçado e o pedido esquecido. Ela irá voltar e pelas frestas irá coroar uma nova realeza.

O dia terminou, amanhã, começa tudo novamente com príncipes e princesas, com camponeses e camponesas, com beleza e também nobreza.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Foto: Gui Venturini

Os dias passam a construir novos caminhos e assim passamos a seguir, por caminhos novos, incertos que por muitas vezes nos deixa apreensivos e duvidosos quanto ao onde caminhar. Desde que começamos a caminhar próximos ao primeiro ano de vida nunca mais paramos, nosso prazer é seguir, mudar de lugar e chegar a um próximo destino.

Ao caminhar conhecemos lugares, pessoas e sentimentos, conhecer o que nos engloba é algo desafiador nos caminhos que escolhemos para trilhar, afinal, observar pode ser algo a compartilhar com todos a nossa volta, pois caminhar só, seja lá em qual estrada for, não é legal, por isso buscamos um alguém para seguirmos juntos.

Os dias vão passando naturalmente e a vida continua no mesmo ritmo que os dias pedem, tudo continua igual com as mudanças cotidianas, e eu, continuo seguindo o caminho que me foi dado, tudo que recebo e bem vindo, pois a vida nos dá opções a ser escolhidas, e nós, podemos aceitar ou rejeitar, podemos escolher, ficar na duvida ou continuar a seguir.

Assim os dias passam, pra uns, muito demorado, pra outros, muito rápido, eu, tento entender o tempo, e sigo enfrente, pois parar, pode ser um deixar de viver, por isso, sigo o meu caminho para experimentar de todas as incógnitas que possam aparecer.

Já andei por muitos lugares, mas ainda não andei por todos os caminhos, por isso, sigo para onde o destino me leva, pra muitos, isso é insatisfação, pra mim, conhecimento, pois para conhecer, você, precisa caminhar e observar, a vida, é um aprendizado, e nós, só iremos aprender quando conhecermos o sentido correto de seguir em frete.

Talvez eu nunca encontre o caminho, mas irei buscar todas as alternativas, pois eu posso escolher seguir pelo ar, pela água, pela terra ou pelas pedras, no lombo de um cavalo, de um avião, de barco, de bicicleta, de carro ou na sola do meu sapato, opções eu tenho, por isso, é só escolher, mas se não tiver condições de usar nenhuma dessas, caminharei no meu pensamento que pode me levar para onde eu quiser.

Hoje continuo buscar meus caminhos, pois amanhã, eu não sei, por isso, sigo para onde a luz me leva e junto com ela carrego todo o amor que em mim expande e assim levo comigo a minha verdade, meus sentimentos e tudo que observei por onde eu já passei.

Estou indo, pra onde, eu, não sei, mas irei buscar um novo caminho.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Meu Manifesto (Uma nova geração sai às ruas)


Talvez o meu manifesto não se manifeste conforme o vento que pode ser propagar e levar a minha mensagem até o seu ouvido, minhas palavras são palavras soltas e libertas onde posso expressar abertamente o meu pensar.

Por quantas vezes tentei falar e não fui ouvido por que a minha volta os surdos sem deficiência auditiva tapam seus ouvidos, os cegos, fecham os olhos e a partir disso deixamos as pessoas falarem por nós, nos tornamos mudos, pois permitimos que nos calassem, deixamos que falassem por nós.

Essa manifestação transformada em ação de grito e revolta me faz escrever e manifestar algo que aqui já foi escrito em Grandes Castelos da Bola, quando citei a barbárie que estava sendo feita com o nosso dinheiro para levantarem fortalezas futebolísticas e por outro lado a nossa nação tentando sobreviver em meio aos “craques”, afinal esse é um país de crack em todos os sentidos, é o país dos escolhidos, o país que a bola é mais importante que a saúde e a educação, é o país onde jogadores faturam mais que um médico e um professor, esse é o país da bola da vez e da oportunidade de poucos.

Manifestar é olhar ao redor é prestar atenção a sua volta nessa revolta chamada bola, bola que circunda os nossos sonhos e ilude um país por completo. Sou verde amarelo, sim, tenho todas as cores, sou brasileiro e quero falar, não posso permitir que me calem, afinal, quem cala consente, assim o ditado diz, por isso, hoje e sempre eu me manifesto por mim e pelos que se silenciaram, hoje eu não vou mais esperar para escrever o que sempre escrevi, mas você não quis ler, fingiu não entender, hoje o meu manifesto não é nada mais que já foi escrito.

Sair ás ruas e manifestar seu direito é justo, confrontar com os brutos, é sabedoria, o amor deve ser manifestado junto com a indignação deste povo vivo, sofrido e convicto em manifestar sua indignação contra o sistema.

Geraldo Vandré, escreveu sobre as flores em um manifesto, que assim descreve uma ação;

“Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção”

Seguiremos pelas ruas, pelas escolas e por todo esse país, pois;

“vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer”

Hoje e sempre este espaço é um espaço de manifesto livre, onde estarei escrevendo minhas indignações sobre o país onde vivo, um país que amo e luto pela igualdade e justiça entre todos que aqui estão, não irei mudar o mundo, nem o Brasil, mas irei contribuir para mudar as pessoas que estão a minha volta e assim multiplicar o meu manifesto.

Pelos meus filhos e pelos que eu amo, eu protesto! 

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Linda como a cachoeira

Desaguar palavras nas águas de uma linda cachoeira e cobrir com um véu de gotículas os versos que reservei para cada frase que escrevo durante a vida. Estamos escrevendo "estórias" nos dias que passamos sentados a beira de um riacho de pensamentos, onde pedras são caminhos a ser seguidos em todo o trajeto da nossa vida ribeirinha.

O rio segue todos os dias o seu caminho, ele não se cansa de percorrer o mesmo trajeto todos os dias mesmo sabendo que não mais voltará a ver as lindas paisagens que ficam pelo caminho percorrido e assim segue seu destino.

Atrás das montanhas existe um arco-íris de cores e no fundo um lindo céu azul pixado com lindas nuvens brancas, o vento faz o movimento e as folhas verdes voam feito borboletas e descansam no ventre da terra que faz brotar mais uma vez uma semente que será regada pela água chorosa de uma lua cheia, incandescente de amor.

Os dias passam lento, o tempo muda a todo momento e as estações revesam-se para embelezar cada pedaço desse espaço chamado mundo, profundo de dúvidas e raso de entendimento. Assim navego pelo mar e o amar das ondas que se abraçam me faz lembrar das pequenas crianças a sorrir, do olhar a brilhar e dos sonhos a realizar.

Uma canção de ninar bate no mesmo ritmo do meu coração e me faz sorrir, por um momento tento segurar em minhas mãos a água, mas ela, escorre pelos meus dedos e tudo mais uma vez volta ao começo. Começar novamente após ao nascer do sol e descansar ao ascender de um novo luar.

Buongiorno...


video

sexta-feira, 24 de maio de 2013

O Carinho (A troca)

Cada gesto de carinho que podemos ter pode interceder na relação comum de cada um de nós, basta querer que esse carinho se manifeste. Carinho não se agradece, carinho se contribui, isso é uma troca que dever existir entre nós.

Um ato de carinho é algo transformador em um mundo de pessoas individualista, hoje, vivemos o mundo individual de cada um, a cada dia deixamos de nos perceber, estamos esquecendo que ao nosso lado existe alguém a espera de um carinho seu.

Tudo está frio e distante, tudo está inquietante pela falta do afago do contato que esperamos e por muitas vezes não deixamos que aproximem de nós, por medo, por receio? Não sei, o que sei, é que o carinho instinto pede para ser acariciado, pede para ser lembrado, pois o esquecimento faz que todos os atos sejam esquecido e tudo passa a ficar distante. Não distancie, aproxime-se e deixe que o meu carinho afague o seu.

A nossa troca é o resultado final do amor fluente no universo que transcenderá entre corpo e alma, entre o real e o surreal, entre o lúdico e o experimental, tudo acariciado, tudo mudado, tudo pronto para o extraordinário.

Assim acarinhado, assim desejado, assim seremos todos amados.

Versão linda de Stairway to Heaven (Led Zeppelin) por Cristina Braga e Duca Leindecker

quinta-feira, 9 de maio de 2013

O silêncio de nós

Viver os dias que virão me fará calar o silêncio, por hoje, me calei, e por muitas vezes irei me calar, pois a fala não descreve mais os significados de cada uma das palavras sonoras, que ouviria se eu tivesse declamado.

Se as palavras foram faladas, as mesmas, estão jogadas ao vento, elas irão viajar pelo tempo até chegar ao seu ouvido e dizer todas as frases que ditei no meu silêncio, irá falar a cada dia no calar da madrugada, o frio, irá bater na porta do guarda roupa a procura do cobertor que se guardou para não mais cobrir e nem mais aquecer ninguém.

Os dias irão passar, como relógio não irá parar, como eu, não deixarei a rosa rosadeira, rosar, o sol, não soltará o solado do sapato do soldador. Juntar, emendar os pedaços que vão se quebrando eu irei, montarei os cacos estilhaçados que brilham no olhar de cada um de nós e assim eu navego no apego dos pingos que sobraram na gota de cada orvalho.

O alho que estava ao lado do pilão não expressou, não amassou, não deixou que acabasse o sabor e o paladar de viver. Pela casa, as pegadas que foram deixadas e o cheiro do silêncio irá aromatizar o perfume e a fragrância do odor do calor, irá suar e escorrer pelo chão.

Sem olhar irei enxergar todas as pinturas, toda a arte que o amor possa expressar e, todo o silêncio que o artista possa interpretar para criar mais uma obra.

A tinta está fresca para pintar...eu pintarei.

Ouça - Nando Reis - Sem Arrefecer

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Signos

O sinal pode estar na frente dos seus olhos, mas você não enxerga, o sinal pode estar atrás de você a te perseguir e, você, não o vê e continua a seguir. Com passos longos seguindo enfrente você está e, o sinal, a lhe acompanhar, olhar ao redor ou para o infinito, apenas olhar.

O sinal está a nos procurar, o sinal chegará e você não irá enxergar, os olhos de todos nós, estão vendados, iludidos por imagens sedutoras que nos levam a ver belezas e esconder as tristezas do mundo onde vivemos.

O mundo não é mais tão belo como antes, o mundo se transforma e nos faz acreditar no não acreditável. Sinais estão chegando e todos nós a procurar, iremos continuar a procurar e, quem sabe, um dia iremos encontrar, enquanto isso, ofereço essa musica do Grupo VOZ que vale a pena ouvir e conhecerem a banda.

Que os signos nos tragam os significados e que todos nós possamos enxergar além.

 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Um dia após o outro


Quando passamos a entender o tempo ou pelo menos pensar que estamos entendendo passamos a viver um dia após o outro sem querer atropelar as horas e muito menos o tempo. Essa nova passagem que estou vivendo faz me entender momentos que não eram entendidos e, com isso, passo a esperar tudo voltar ao seu lugar.

Quando tiramos algo do lugar nem sempre voltamos aquele algo para o mesmo lugar, às vezes, o que tiramos de um lugar fica melhor em outro, mas o que tiramos daquele lugar vai deixar um espaço, um lugar vazio ou um vazio a ser preenchido.

Preencher espaços é o que fazemos todos os dias a partir do momento que mudamos algo de lugar ou quando sentimos um vazio. Espaços são normais em nossas vidas, afinal se tudo estiver preenchido acaba sufocando o nosso viver.

Esperar em muitos casos passa a ser uma solução momentânea, pois a ansiedade nos faz querer resolver tudo na mesma hora e, por muitas vezes, o resolver, é resolvido por si só sem ter que correr atrás ou fazer algo.

O momento é de esperar, é de parar e pensar, é de deixar o tempo passar e o passar do tempo a navegar, transbordar em pensamentos que nos leve até o porto de todos os nossos sonhos.

Iremos navegar um dia após o outro e continuaremos a esperar.

sexta-feira, 22 de março de 2013

No Bater das Asas (Ave Temporal)


E mais uma vez a ave temporal bateu asas para o infinito, para o longínquo e indefinido lugar onde busca um esconderijo, um abrigo. Ao sair do seu plano astral ela bateu suas asas sem cansar, não parou para se alimentar e voou longe, voou para o alto sem olhar para baixo ou para trás. Assim a ave se foi, sem deixar marcas ela voou , bateu asas, ela se foi para não mais voltar.
O vento era seu único companheiro, quanto mais ela batia suas asas, mais ela sentia a presença do argumento, assim ela não parou para não estar sozinha, ela sentia o vento bater em suas penas e na invisibilidade do ar, ela se sentia acariciada.
Sua companhia era o nada e seus pensamentos que a guiava no sentido das palavras que não foram faladas, foram apenas pensadas. O céu estava manchado pelo ar escuro da solidão, que fez noite em pleno dia, as nuvens, feito espumas disfarçavam a tristeza do céu, fugia assim as estrelas e a luz se apagou.
A ave temporal sentia a dor e o cansaço, sentia o amor e o embaraço, parou, pousou no poleiro da melancolia, se fez ironia que contagia as asas da imaginação que constrói a nação e destrói uma ação que foi desatada por ficar plantada no mesmo vaso que deixou vazar a tinta vermelha que coloria o meu coração. Construção de uma ideia que dispersou feito fumaça ao bater das asas da ave temporal, que no fim do seu astral se fez duvida que argumentasse o pensar imaginário de um afagar acariciado pelas mãos do tempo.
Ai, meu pensamento...voou longe ao bater das asas da ave temporal, tudo se torna imaginação, solidão para que está acompanhado por si só, feito ave, feito nave, feito disfarce.
Tudo parece ser oco, ser desconectado, mas tudo está ligado com o pensamento elevado da ave temporal, que não aparece, mas está na prece de cada um de nós.
Assim ela bateu asas e não voltou para dizer o que viu e o que sobrou.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Quando tudo está parado

Foto: Gui Venturini

Chegam momentos que percebemos que tudo está parado e o movimento é apenas o pensamento que leva você para algum lugar. Eu estou parado tentando entender o tempo que por muito tempo será um movimento parado no tempo que o tempo pede.

O relógio em movimento não deixa que o dia pare como, o sol, nasce e a lua aparece no entardecer e traz à noite, tudo parece estar parado, mas os dias passam e a cada dia caminhamos para o amanhã.

O dia de hoje pra mim está parado esperando o amanhã chegar e, quando o amanhã chegar, estará parado esperando o depois de amanhã chegar novamente, tudo para mim parou, mas meu coração continua a bater, estou vivo quando tudo está parado e, isso, me faz acreditar que o tudo estará em movimento quando eu acordar.

O meu movimento continua lento, meu pensamento, a pensar, e assim, continuo em busca das respostas que nunca serão respondidas pelas perguntas que eu mesmo fiz para o meu ser, seremos seres da luz na escuridão do pensamento e porque não dizer do tempo.

Tudo está parado, minhas palavras, minha leitura, minha poesia, tudo se torna esquecido quando me sinto parado no movimento dos meus pensamentos, parei, pensei e continuei parado esperando o próximo algo a pensar.

Solitário no tempo e no pensamento, vejo o parar das minhas palavras, que mesmo que busque no dicionário serão apenas palavras com vários significados que não terão a mesma forma de entender, pois estar parado é não entender, é não explicar o que queremos dizer.

Raciocinei e cheguei à conclusão que estar parado é poder pensar como farei para movimentar novamente o que já vivi e pensei. Quando tudo está parado ouço meu coração bater e correr no tempo em busca do meu amar.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Estrelas


Foto: Gui Venturini

No espaço que pedi para o universo plantei estrelas, estrelas que germinam em um céu azul anil que gera em seu ventre; estrelas nascentes, cadentes e incandescentes. Distante de todos nós as estrelas estão como todos nós estamos distantes de nós mesmos, toda noite tento colher estrelas, mas não consigo, apenas vejo o brilho que formam pontos a serem seguidos.

Seguir cada ponto de brilho no infinito escuro da noite, onde a lua se faz única rodeada de estrelas, me faz ligar os pontos e procurar formas, formas que deformam a minha visão perante á distancia que existe entre todos nós e as estrelas.

Estrelas, sempre estarão acima de mim e de todos nós como algo celestial e pontos a serem seguidos para o encontro de nós mesmos. Olhar para o céu, é poder visualizar estrelas, é poder ser dono de todas elas e sentir-se mais um ponto de luz na constelação do universo da ilusão astral.

A gravidade que eleva a minha estrela não é tão “grave” assim, é apenas a forma que busca para o equilíbrio entre o espaço e a terra. O Cruzeiro do Sul não cruza com as Três Marias, mas faz sua fama entre as estrelas e faz das Marias as rainhas do céu e da terra.

Raios iluminados cortam o céu e iluminam o olhar estelar da nave mãe que vem para alimentar com o alimento da via láctea os filhos do zodíaco, Pisces e Virgo que estão aos olhos de Hórus.

Os olhos estão para o céu, como o céu está para todos nós, embarque no inconsciente universal entre o céu e a terra, entre planetas e estrelas, entre humanos e seres da LUZ.

Iluminados são aqueles que enxergam luz na escuridão, pois a escuridão nada mais é do que a ausência da sua própria luz.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Nas ondas do Rádio - Esquenta Pan


Olá amigos (as) como já citei algumas vezes por aqui, vocês sabem que sou apaixonado pelo rádio e não é a toa que tenho uma rádio aqui no blog, pois bem, estou no ar novamente após alguns anos fora, agora todos os domingos a partir das 9h na Jovem Pan Araraquara que você pode acessar de qualquer lugar do mundo clicando aqui.

Divide comigo o programa minha amiga Tina Abdala e juntos esquentamos o seu domingo, afinal, o programa se chama Esquenta Pan, um programa com muita musica nacional e alguma labaredas de internacionais, relembrando sucessos passados e tocando muita musica de sucesso atual, alem de notícias da polícia, do mundo musica, da região de Araraquara-SP e também agenda cultural, um programa que valoriza o rock e pop nacional com noticias, uma revista radiofônica que vale a pena experimentar.

Por isso convido você para experimentar o Esquenta Pan e para também conhecer o nosso blog um canal onde poderemos nos comunicar melhor, venha fazer parte do nosso blog e nos ajudar a fazer o nosso programa.

Espero você para dividirmos mais esse espaço e para nos comunicar cada vez mais.

Sucesso, luz e paz para todos nós.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

As sete ondas e a rosa branca

Foto: Clark Little

Começa mais um ano e junto com ele todos os novos sonhos e as novas promessas em fazer algo melhor. Toda ano é assim, aí paro para lhe perguntar, você conseguiu cumprir algo que prometeu nos anos anteriores? Vou falar por mim, eu não, só prometi e não consegui cumprir nada, não que eu não tenho palavra, mas por que somos levados pela emoção de um recomeço, por acreditar que tudo que pode começar novamente pode ser diferente, realmente pode ser, mas isso acontece quando também usamos a razão e não só a emoção.

2013 chegou e na virada deste ano novas pessoas chegaram na minha vida e acredito que na sua também, como outras se foram e, outras permaneceram. Todo ano é assim, pessoas passam por nossas vidas como folhas jogadas ao vento, algumas enroscam e ficam, outras, se vão até se perderem sozinhas. Por mais perfeito que possa ser para todos acaba sendo imperfeito pra você, pois somos cegos quando não queremos enxergar. Estive cego por muitas vezes e no findar de 2012 passei observar a vida de uma forma diferente, apesar de ser um final consegui encontrar o recomeço para um novo viver que está apenas começando.

Algumas coisas eu tive que deixar por agora, outras, levei comigo, para que o amor prevaleça, uma delas foram os meus anjos que estão crescendo e ensinando a mim como o amor pode ser a melhor expressão em todas as situações mesmo quando existe distancia.

Nos momentos baixos que vivi, eu amei, como nos altos também. O amor é a única opção do tudo quando já não temos nada. Quando digo nada, é nada, nada de pensar, nada de acreditar, nada de ver a frente, nem ao lado e nem atrás, o nada, acaba sendo sua companhia inseparável. Mas quando existe o amor dos filhos, da sua família e das pessoas, manifesta em você e faz que o amor que existe dentro de todos nós, supere e faça exalar por todos os lugares onde você passa e, faz que esse amor, crie forças para uma nova vida e um novo pensar.

Quando pulei as sete ondas na passagem do ano, lembrei que independente de crenças, quero acreditar na força que o amor pode manifestar entre todos nós e que o sete sendo o numero da perfeição passa nos aperfeiçoar a cada dia neste novo ano e, quando a rosa branca foi entregue para a imensidão do mar, mais uma vez, o amor estava lá, pois na mitologia grega e romana, a Rosa, simboliza Afrodite e Vênus, as deusas do amor.

Estou recomeçando mais uma vez, muito mais forte e muito mais confiante, pois o amor sempre falará mais alto em qualquer situação, seja sincero com você, seja verdadeiro com todos à sua volta mesmo com os seus erros, pois afinal não somos perfeitos. Vamos todos nos amar neste novo ano, porque para amar, não se paga, não se cobra, não se vende e não se compra.

O amor é um ato de verdade e de paz com você mesmo e com todos à sua volta.

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