quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Espaço e tempo

O espaço que preciso é o tempo que necessito para respirar e pensar no futuro que a cada segundo se torna passado na minha lembrança.

Assim passaram-se os anos e com isso me tornei passado e presente na vida de todos.

O espaço e o tempo do mundo, é pequeno diante de tanta pressa, vou correr para terminar esse texto, afinal não tenho tempo e o meu espaço é curto.

O final de semana já não é mais o bastante para descansar, pois, nos cansa e muito e a semana começa novamente e o tempo passa.

Preciso de espaço e tempo para decidir o que vou fazer amanhã, pois, assim não da mais para adequar tempo e espaço quando não se tem mais.

Estamos perdendo tudo, até o tempo, e se o tempo é o senhor da razão, perdemos ela também.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O casulo


Por muitas vezes me pergunto se somos lagartas ou se somos borboletas ou será que somo os dois? Afinal estamos todos os dias em plena transformação. Uma lagarta passa dias rastejando e comendo, come muito para se transformar, pois é assim o inicio da sua vida que um dia será uma linda borboleta.

A segunda fase da sua vida é viver em um casulo onde acontecerá uma grande transformação e se pararmos para pensar e fazermos uma comparação, a lagarta passa por uma reciclagem, ou seja, a lagarta é uma borboleta que será modificada, é como pegar uma garrafa plástica ou uma lata de alumínio e transformar em outro objeto, pois a matéria prima é a mesma só muda o formato, mas diferente de nós a mãe natureza não utiliza máquinas e sim a sua perfeição de transformar sem destruir.

Nós seres humanos começamos nossa transformação no ventre materno que não deixa de ser um casulo, por ali passamos a ser formados, ou seja, somos primeiro borboletas e quando nascemos passamos a se transformar em lagartas, paramos para pensar; nascemos formados, mas não conseguimos voar, então, vamos rastejar, passamos a rastejar até aprender a voar ou andar se assim preferir.

Vivemos uma vida inversa a da lagarta, que nasce lagarta e morre borboleta, nascemos borboletas e morremos lagartas, pois, voltamos a viver a cada dia dentro de um casulo e a rastejar para podermos sobreviver.

Por isso que na vida podemos escolher sermos lagartas ou borboletas, a escolha é sua, se quiser rastejar; seja uma lagarta, mas se quiser voar; seja uma borboleta, como disse e repito; a matéria prima é a mesma, mas a transformação é você quem faz.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

$.W.U. – Começa com seu dinheiro.

Um festival pensando em sustentabilidade, artes e música, lindo, adorei, mas não posso deixar de expressar meu descontentamento com as taxas de conveniência do festival e pelo desrespeito de algumas pessoas.

Pensar sustentável é proteger e reutilizar “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a possibilidade das gerações futuras de suprir as suas". Assim já é uma forma de contribuir com a natureza e formar um pensar sustentável e com isso também faturar com a reutilização, já que todo o lixo do festival estava sendo reciclado, mas infelizmente não foi isso que vi no festival. Além de faturar com a reciclagem, faturaram e muito com bebidas e alimentos, isso sem falar de como foi difícil se alimentar já que era muita gente para poucas lanchonetes e funcionários, mas nesta questão eu até entendo, afinal é um grande evento. O que eu não entendo é falar de sustentabilidade e pagar muito caro por isso, já estamos pagando com a saúde já que muitos não estão nem aí para a natureza, agora você que pensa, age e faz pela natureza ainda paga e muito caro para apoiar e fazer parte.

Ida ao festival

Saí de Araraquara às oito da manhã com à Van que saiu de uma cidade vizinha chamada Monte Alto-SP que me pegou em AQA e fomos todos juntos ao $.W.U. em Itu, quase chegando lá, fomos parados por uma viatura da polícia rodoviária, o policial pediu os documentos do veículo e passou a fazer uma vistoria na van, não encontrou nada, mas sujou suas mãos nos pneus da van e assim o motorista solicito, resolveu molhar sua mão para limpá-la, alguns companheiros de viagem adoraram ver esta cena que me decepcionou e muito, palavras deles; “se não fosse assim iríamos ficar aqui parados” afinal vamos para o show. (por isso que nunca vai mudar o sistema) Chegando lá, nos organizamos e por incrível que pareça entramos na Arena Maeda sem problemas e sem demora.

Então, vamos comprar fichas, afinal vamos comemorar, chegando ao caixa a decepção, R$ 6, uma lata de cerveja, eu que iria comprar dez, comprei cinco e já fiquei puto da vida, mas não vamos estragar a festa, fui trocar minha ficha, recebo a informação que não poderia ser servido, pois estava sem a pulseira de +18 (maior de dezoito) olhei para a moça e perguntei; “Eu tenho cara de menor? Ela disse que estava fazendo o trabalho dela, e eu, concordei”. Dei três passos encontrei minha turma pegando cerveja sem a tal pulseira, aí entreguei a minha ficha e peguei a minha cerveja sem constrangimento e sem a tal pulseira. (enquanto uns seguem as regras, outros quebram) Isso sem falar daqueles que esperavam alguém chegar de pulseira e pedia para retirar a bebida, só eu, fiz isso umas três vezes já que como cidadão do bem eu respeito regras e já tinha ido atrás da minha pulseira +18. (Brasileiro da jeito pra tudo)

Assim fomos assistir os shows, nos colocamos em frente aos palcos e ficamos por ali, verifiquei que tinha vários carrinhos de cerveja próximo de onde estávamos e com isso não seria necessário ir até os bares que estavam longe, engano meu, quando fui buscar a minha outra cerveja recebo a informação que nos carrinhos de bebidas não recebem fichas só dinheiro vivo. (outra forma de arrecadar) Eles não estavam satisfeitos em cobrar seis mangos de uma cerveja, eles queriam mais e mais. Neste caso, preferi andar um pouco mais e pegar minha cerveja no bar. O dia foi passando a noite chegando e a vontade de fazer xixi bateu, então vamos aos banheiros, tinham vários banheiros, mas a galera não usava, faziam seu xixi, atrás ou ao lado dos banheiros químicos e não tinham nem um pingo de vergonha na cara. (educação se aprende em casa)

Assim, eu como publicitário fiquei de “boca aberta” com tanta inteligência do senhor Eduardo Fischer, organizador e produtor do evento, conseguiu em um festival intitulado de sustentável, levar pessoas com opinião formada e ainda dizer que; "É um festival democrático" (Edição 47 – Revista Rolling Stone), já pensou se não fosse, hein? Sendo assim, estou sendo democrático, pois dentro de uma democracia, as pessoas possuem liberdade de expressão e manifestações de suas opiniões, certo?

E falando de sustentabilidade o seu princípio é ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito, mas infelizmente mais uma vez não foi assim, por isso, deixo as perguntas;

Sustentabilidade para sustentar quem? A natureza ou grandes empresários?

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Sessão de Fotos - 15 semanas

Olá amigos (as), segue a primeira sessão de fotos da gestação da Mãezinha Márcia e dos gêmeos.















sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Eu quero


Um Brasil melhor, eu quero igualdade para todos, eu quero respeito, eu quero ter o direito de opção, afinal não gostaria de ser obrigado a votar.

Neste domingo (03/10) mais uma vez somos obrigados a votar e por incrível que pareça nos mesmos candidatos, por isso, pensei, anular meu voto ou votar em branco? Aí mais uma vez, pensei, não quero ser um cidadão nulo, mesmo tendo as mesmas opções de sempre não quero estar em branco perante as decisões do meu país, então, irei votar. Como o voto é secreto, e eu, não quero levantar bandeira nenhuma aqui, não vou especificar os meus candidatos, mas tenha certeza que da forma que está não dá pra ficar e muito menos misturar circo com política, por isso, proteste sim, votando em um candidato que possa fazer pelo coletivo e não para um grupo de oportunistas.

A degradação da política no Brasil é clara e esta representada por candidatos que não tem condições nenhuma para representar o povo Brasileiro, a exemplo da senhora Weslian Roriz (PSC) esposa do candidato Joaquim Roriz barrado pela Lei da Ficha Limpa, podemos ter a certeza disso, eles não querem fazer por você, eles querem o poder a qualquer custo, por isso, pense muito bem em quem você irá votar.

O grande poeta Patativa do Assaré com toda sua simplicidade deixou registrado um dos mais belos poemas de cordel e quando deixou escrito ele já pedia governantes sérios, mas o grande poeta morreu e não conseguiu ver um novo Brasil, e eu, temo pelos meus filhos que estão chegando e o meu maior medo é pensar que eles também não verão.

Eu quero

Quero um chefe brasileiro
Fiel, firme e justiceiro
Capaz de nos proteger
Que do campo até à rua
O povo todo possua
O direito de viver

Quero paz e liberdade
Sossego e fraternidade
Na nossa pátria natal
Desde a cidade ao deserto
Quero o operário liberto
Da exploração patronal

Quero ver do Sul ao Norte
O nosso caboclo forte
Trocar a casa de palha
Por confortável guarida
Quero a terra dividida
Para quem nela trabalha

Eu quero o agregado isento
Do terrível sofrimento
Do maldito cativeiro
Quero ver o meu país
Rico, ditoso e feliz
Livre do jugo estrangeiro

A bem do nosso progresso
Quero o apoio do Congresso
Sobre uma reforma agrária
Que venha por sua vez
Libertar o camponês
Da situação precária

Finalmente, meus senhores,
Quero ouvir entre os primores
Debaixo do céu de anil
As mais sonoras notas
Dos cantos dos patriotas
Cantando a paz do Brasil

(Autor: Patativa do Assaré)

“Terminando esse texto, parei e pensei, sou mesmo um idiota em escrever tudo isso, pois, todo mundo, e não quero generalizar é claro, pois, sei que existem bons seres humanos ainda neste mundo, estão pensando no que vão ganhar depois das eleições, se o seu candidato ganhar, será que vai ter bolsa família? Eu votei no senhor, o senhor prometeu fazer o muro da minha casa... oi, eu vim receber a segunda parte do dinheiro que o candidato me prometeu se ganhasse, e senhor, ganhou! Essa é a nossa realidade, todos se vendem, ou melhor, pensam exclusivamente em si próprios, infelizmente.”

“Deixar de sonhar é deixar de viver, quando eu parar, sei que não poderei mais ajudar.”

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