quinta-feira, 29 de abril de 2010

Em tempo e em todos os cantos


Olá amigos leitores e blogueiros por algum tempo estarei sem tempo para escrever, mas ao mesmo tempo em todos os cantos. Já estava um pouco distante daqui, pois o meu trabalho está consumindo muito mais de mim.

A partir do próximo mês estarei inteiramente focado no festival Viola de Todos os Cantos e por isso peço desculpas por não estar aqui de corpo e alma, mas em pensamento sempre estarei.

Será um mês e meio longe do Linguagem, mas bem próximo do blog do Festival onde escrevo o dia-a-dia do festival que você pode acessar clicando aqui e conhecer um pouco mais do meu trabalho no qual estarei me dedicando, pois esse é o meu ofício e desta forma fica difícil fazer tudo.

Isso não é uma despedida porque o linguagem faz parte da minha vida e vocês também, então nem pensar em parar, apenas estou dando um tempo, pois o trabalho me chama.

Para conhecer um pouco mais do festival clique aqui.

Um abraço bem apertado e até a volta.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

As cores do outono


Entre o verão e o inverno está o outono uma estação que carrega o calor do verão e frio do inverno, durante o dia podemos sentir a energia do sol e a brisa da madrugada e tudo isso parece mágica, mas não é, é uma das divindades da mãe natureza.

As folhas vão caindo das arvores feito lágrimas e assim adubam a terra e os frutos a alimentam, assim é o outono no hemisfério sul um misto de beleza e sensibilidade de cores e sustentabilidade.

Outono de cores maravilhosas, do verde amarelado, do céu azul encantado, das nuvens brancas carregadas e dos raios de sol dourados, assim são as cores do outono que nos encanta a cada manhã e no decorrer do dia e quando vem o escurecer o crepúsculo mistura; o laranja com o azul, as lindas formas fazem a paisagem e o tempo pinta o céu com lindas imagens, tudo escurece e adormece em mais um dia.

Outono de trabalho das formigas que levam para suas colônias todo tipo de alimento e esse trabalho incansável será recompensado no inverno, quando o frio é intenso e o alimento escasso. Nesta estação podemos ver as belezas da mãe natureza e sua força perante o universo que supera todo o tido de agressão.

Enquanto escrevo estas linhas a minha amiga ou amigo sábia do campo apareceu e começou a cantar sem parar, seu canto lindo a cada dia me enfeitiça e acho que esse canto é um canto que vai para todos os cantos e se faz belo e embeleza ainda mais o outono.

O vento intenso ensaia o balé das arvores e nesse vai e vem lembro-me do meu bem que pela manhã abre a janela do nosso quarto. Os raios dourados do “astro rei” toca o meu rosto e me acorda, chega mais um dia e a minha sina é levantar e dizer um bom dia para todos e para o universo agradecer por esse único dia.

E nessa rotina na “selva de pedras” distancia ainda mais o meu ser da terra, das lindas paisagens do interior e me faz sentir saudade das imagens gravadas no meu pensamento.

Assim são as cores do outono que nos traz belezas , incertezas e lembranças, distancia do próximo e bem mais perto do único, absoluto e eterno.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dia a dia


As horas passam a ficar mais rápidas e o meu tempo muito mais curto. A correria do dia a dia não me dá mais a opção para escrever, de casa para o trabalho, do trabalho para a faculdade e da faculdade para casa, no final de semana estudar e fazer os trabalhos da escolinha. E aí o que eu faço? Não faço apenas deixo o tempo passar.

As palavras estão todas jogadas ao tempo e o vento leva-as para todos os lugares eu tento organizá-las, mas não consigo, espero ter o tempo necessário para poder escrever.

Na hora do meu almoço pode ser uma opção, pois, agora que consegui pegar algumas das palavras que estavam jogadas no canto da minha sala e já estavam esperando para ser aproveitadas, faltam mais palavras para eu terminar este texto, acho melhor abrir a janela assim eles virão e eu poderei terminar.

Um sabiá do campo veio me visitar, ele sempre passa por aqui, me olha e de pulo em pulo tento entender o que ele quer me dizer, mas nem sempre consigo, ela já foi e irá voltar logo, logo, pois, é meu companheiro do dia a dia.

O vento está gelado, é claro, estamos em pleno outono, o céu azul e as nuvens brancas como algodão, que emoção, parece que meu tempo ficou maior, estou olhando e observando ao meu redor, que legal, acho que vou continuar a escrever.

Uma pausa e o som do transito tira minha concentração e as palavras estão chegando, congestionamento total, calma, uma de cada vez assim eu não consigo organizá-las para continuar minha escrita. Não vou precisar de todas, mas não vou dispensar as que restaram, vou deixar estacionadas na memória do meu computador ou grifadas no meu dicionário.

Acho que o Aurélio não vai gostar de ser riscado, mas para que serve se não for utilizado. Não quero só procurar palavras quero riscar e encontrar significados, apesar quê, significados não são explicações concretas apenas a simbologia do que entendemos, porém podemos contestar, mas não vamos criar polêmica, não é?

Bom, acho que é isso, preciso voltar ao trabalho e para o calabouço, quem sabe eu esboço mais algumas frases, não sei, vai depender do que eu tenho que fazer, mas mesmo assim fica aqui o tempo e o espaço que tenho para expressar o que está acontecendo.

Ah! Ta frio, vou fechar a janela.

Foto: Gui Venturini

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